Testes

Testes As novidades do mercado passam por aqui
Apague as luzes e boa diversão
Qua, 18 Jul, 04h00

Por Julio Preuss

Teclados não estão entre os produtos mais interessantes de se analisar – tanto que esta é só a segunda vez que um aparece aqui no Ponto de Teste (o Leadership Gamer foi o primeiro). Ainda mais um modelo que não é sem fio e não tem acessórios coloridos nem aquela disposição ergonômica das teclas dos topo-de-linha dos fabricantes mais conhecidos, como Logitech e Microsoft. Aliás, nem mesmo é de uma dessas marcas, mas da relativamente pequena Saitek.

Especializada em controles para games – mercado em que ocupa a segunda posição do ranking – a Saitek tem em sua linha de produtos nada menos que oito modelos de joysticks do tipo manche, cinco gamepads, dois volantes e um conjunto de pedais para simuladores de vôo. Além de dois mouses, três teclados e um keypad – tudo especialmente projetado com os jogadores em mente.

O objeto deste teste é o teclado USB Eclipse II, lançado nos Estados Unidos há pouco mais de um ano, com preço original de US$ 70. Aqui no Brasil, por enquanto só é encontrado em importadores especializados, na casa dos R$ 300. É caro, mas bem mais justo do que os R$ 500 a R$ 650 que nossos grandes sites de comércio eletrônico cobram pelo já ultrapassado Blue Eclipse, da geração anterior.

Sólido e relativamente discreto

Quando comparado a outros teclados para games, o Eclipse II pode ser considerado bem discreto – seja pelo visual com teclas pretas, entorno prata e acabamento também preto, seja pelo número de recursos e teclas. São “apenas” 104 delas, contra 127 de um modelo como o Razer Tarantula Tempest ou 138 do Logitech G-15, que tem até uma telinha LCD escamoteável.

A única coisa que chama atenção quando seguramos o teclado da Saitek é o peso – bem maior do que o acabamento plástico aparenta. É que o fabricante tratou de montá-lo sobre uma base extremamente sólida, pronta para aguentar a surra que levará dos jogadores mais violentos. Isso, junto com os quatro avantajados pés de borracha nas extremidades, sob os prolongamentos da base preta, faz o Eclipse “grudar” na mesa.

Um apoio de pulso removível pode ser encaixado no lugar de costume e ajustado em duas posições: totalmente encostado no teclado (graças às reentrâncias nas laterais, casando com os pés do teclado) ou a uns dois centímetros dele, para melhor acomodar usuários com mãos maiores. Na traseira do Eclipse, um par de pezinhos rebatíveis também possibilita seu uso em dois níveis de inclinação.

Ajuste de intensidade é desnecessário

O mais legal do Eclipse, no entanto, é o recurso que provavelmente rendeu a inspiração para o seu nome: a iluminação das teclas. Quem trabalha com editores de texto e planilhas normalmente consegue fazê-lo com as luzes apagadas, pois o brilho do monitor já é suficiente para iluminar o teclado – especialmente se ele for branco. Mas experimente tentar enxergar teclas pretas durante uma partida de uma game sombrio.

No canto superior direito do Eclipse, logo acima do teclado numérico, há um conjunto de quatro botões duplos (num total de oito funções) e um controle giratório. A maioria deles é para funções multimídia (play, pause, back, skip e três botões para ajuste de volume), mas o último, com o tradicional símbolo de uma lua semi-iluminada, serve justamente para acionar o backlight do teclado.

Pressionando mais vezes o botão da iluminação vamos alternando sua cor entre azul, vermelho e rosa – a opção de cores é a principal novidade para o Eclipse original. Só sentimos falta do verde, para combinar com o XBox 360 no qual também experimentamos, com sucesso, o teclado luminoso. A luz aparece nas laterais do teclado, por entre as teclas e através delas, já que os caracteres são semitransparentes (gravados a laser, segundo a Saitek).

O controle giratório, que poderia ser facilmente interpretado como ajuste de volume, tem o entorno iluminado e serve para alterar a intensidade do backlight. Como a iluminação já não é das mais fortes, porém, achamos que faz pouco sentido usá-la em qualquer posição que não a força máxima. Melhor seria ter usado esse botão para controlar o volume mesmo.

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