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Testes As novidades do mercado passam por aqui
Velozes e espaçosos
Qui, 23 Ago, 00h00

Por Julio Preuss

Já testamos aqui, há cerca de dois anos, um pendrive da linha FlashVoyager, da Corsair, uma renomada fabricante de memórias de alto desempenho. Era um modelo de 2 GB – enorme capacidade para a época – e que se destacava pelo corpo emborrachado e resistente a quase tudo e pelo software que permitia criar uma partição protegida por senha no drive de bolso. Mas custava quase R$ 600 e não era mais rápido que os concorrentes, como se esperaria da Corsair.

Pois eis que recebemos um novo pendrive da marca, agora de espaçosos 8 GB e da série GT, teoricamente bem mais rápida. Será mesmo? Tomara, pois a aparência externa é praticamente igual – exceto pelas letrinhas “GT” após a marca FlashVoyager e pelas laterais vermelhas que substituiram o acabamento verde-azulado dos modelos tradicionais para dar um ar mais esportivo ao produto. Ah, e o avanço tecnológico permitiu quadruplicar a capacidade e ainda reduzir o preço para R$ 450.

De resto, o FlashVoyager nada mudou: continua emborrachado, supostamente à prova d'água e de choques, tem dez anos de garantia e vem com uma fita para pendurar no pescoço e um cabo USB 2.0 de meio metro para quem não tiver portas USB facilmente acessíves. O mini-CD que acompanhava os modelos anteriores desapareceu, mas um outro software de segurança – agora um tal de TrueCrypt, passou a vir gravado no próprio pendrive.

Velocidade máxima

Já que a principal novidade do FlashVoyager GT deve ser a velocidade, tratemos de colocá-la à prova. Mais uma vez, usando o bom e velho HD Tach, um dos mais conhecidos programas de medição de desempenho de discos rígidos e outros dispositivos de armazenamento. O melhor dele é que, por ser leve e gratuito, qualquer um pode baixar para comparar seus HDs e pendrives com os que testamos aqui.

Sem fazer mais suspense, vamos ao resultado: o GT é, de fato, muito mais rápido: obteve uma taxa de leitura média de 33,2 MB/s – praticamente o dobro da atingida pelo Flash Voyager comum, de 17,0 MB/s. A velocidade de “burst”, 35,1 MB/s, também superou em muito os 18,7 MB/s de seu antecessor. E em relação ao tempo de acesso aleatório, onde valores menores indicam maior rapidez, o GT marcou 1,1 milissegundo – quase 24 vezes menos que os 26,3 ms do outro Corsair!

Mais do que uma mera economia de tempo na hora de copiar arquivos pesados do e para o pendrive, uma maior velocidade faz toda diferença quando se pretende usar o chaveirinho para algo além de transportar documentos, fotos e vídeos de um lado para o outro. No terreno desses “algo mais”, duas aplicações se destacam: rodar programas direto do pendrive ou experimentar a tecnologia ReadyBoost do Windows Vista. Ambas merecem virar tema de um teste ou tutorial específico, mas vamos dar um rápido aperitivo para ajudar a entender as utilidades de um pendrive como este...

Muito mais que armazenamento portátil

Quem usa computadores diferentes com freqüência sabe como pode ser chato ter que trabalhar sem os programas a que se está acostumado, sem suas configurações personalizadas ou mesmo sem as extensões do seu navegador favorito. Uma solução cada vez mais comum para isso é ter o seu kit de sobrevivência instalado no pendrive – seja por meio de uma tecnologia proprietária, como o U3, da Sandisk, da Sandisk, seja usando a opção aberta Portable Apps. Ou, se você for fã de Linux, instalar logo uma versão portátil do sistema operacional do pingüim no pendrive e rodar tudo de lá.

Se o seu problema é a lentidão do Windows Vista naquele computador com pouca memória RAM para as exigências do novo sistema operacional da Microsoft, um pendrive rápido e espaçoso também pode ajudar. Ao espetá-lo numa porta USB, o próprio Vista reconhece a capacidade/velocidade e pergunta, naquele menu do AutoPlay, se você quer usar o chaveirinho para acelerar o computador, usando a tal tecnologia ReadyBoost.

A idéia é reservar parte da capacidade – de preferência uns 2 GB – para ser usada como cache de disco, guardando temporariamente os dados que não couberem na memória RAM do PC, para não ter que esperar a resposta (geralmente mais lenta) do HD. Ainda não rodamos testes capazes de medir o resultado, mas as análises disponíveis na Internet apontam para uma melhoria de performance em computadores com menos de 1 GB de RAM. A partir daí, o ReadyBoost poderia até deixar a máquina mais lenta.

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