Por Julio Preuss
Embora a Apple não divulgue os números de vendas por modelo, é seguro apostar que o Nano atual deu uma grande contribuição para a impressionante marca, atingida em abril deste ano, de 100 milhões de iPods vendidos. Anunciada em setembro de 2005, a primeira geração do iPod Nano veio para substituir o Mini, lançado no início de 2004 e atualizado no ano seguinte, quando foi avaliado aqui no Ponto de Teste.
Disponíveis apenas em preto ou branco, os Nanos tinham visual semelhante aos iPods originais, parecendo uma versão bem reduzida do iPod Video (a quinta geração do player da Apple) que seria lançado no mês
seguinte, mas eram diferentes de todos os demais iPods (exceto, atualmente, o Shuffle) por usar memória flash, e não um HD miniatura o que garante melhor rendimento da bateria e resistência a impactos.
Praticamente um ano depois chegou ao mercado a segunda encarnação do Nano, agora em corpo metálico e com seis opções de cores, lembrando muito mais os aposentados Minis do que quaisquer outros integrantes da família iPod. Rumores dão conta que uma nova atualização estaria por vir (esta versão está prestes a completar um ano, afinal), mas isso não quer dizer que não devamos testar um Nano de segunda
geração.
A variedade escolhida foi a de 4 GB modelo intermediário da linha que inclui também os Nanos com 2 GB e 8 GB de capacidade. No momento em que este texto foi escrito, um iPod desses saía por praticamente US$ 200, nos Estados Unidos, e qualquer coisa entre R$ 600 e R$ 1,1 mil, no Brasil, dependendo do revendedor (e de quanto de impostos ele sonega).
Sexy e esbelto
Por mais que os fãs enalteçam sua facilidade de uso, a verdade é que o ponto alto de qualquer iPod é o seu visual. E, neste
quesito, o Nano de segunda geração sobressai mesmo na comparação com o resto da família. Seu corpo de alumínio anodizado é tão sexy que até os surdos devem ter vontade de ter um. Para ver fotos, quem sabe? O nosso é prateado, mas há também os modelos preto, rosa, azul e verde, além da série limitada beneficente RED, em vermelho.
O Nano mede 8,9 cm de altura por 4 cm de largura e tem impressionantes 6,6 milímetros de espessura o equivalente a duas moedas de 50 centavos empilhadas. E pesa um tiquinho menos que 40 gramas, sem contar os já tradicionais fones de ouvido brancos que tanto chamam a atenção de assaltantes em qualquer metrópole ao ponto de o metrô novaiorquino ter colocado cartazes alertando para o risco.
Por falar em fones, há que se observar que o Nano é tão fino que o espaço mal dá para acomodar o
conector mini-stereo. A saída do fone fica no canto inferior direito e não passa de um orifício sem qualquer acabamento em volta, já que só resta espessura para a casca de alumínio. Ao lado está o conector proprietário que serve para dados e força e, no topo do aparelho, um interruptor hold para bloquear os demais controles.
A frente do iPod Nano traz a célebre Click Wheel, aquele disco sensível ao toque que reúne praticamente todos os controles do aparelho, e um LCD colorido de 1,5 polegadas e resolução de 176 x 132 pixels. A telinha bem que poderia ser maior, mas isso só seria possível sem aumentar as dimensões do Nano se fosse disposta verticalmente quem sabe um futuro modelo não migra para uma orientação diferente?
Mudanças para melhor
Se o Nano não for seu primeiro iPod (e o outro não for um Shuffle), a primeira diferença que se nota é
a embalagem. A Apple abandonou a típica caixa de eletrônico em favor de um diminuto estojo de acrílico no qual o MP3 player parece flutuar. Mudança cosmética? Que nada... assim dá para estocar muito mais Nanos num mesmo espaço o que a variedade de cores e capacidades faz necessário e diminui a sensação de se estar fazendo um grande investimento ao comprá-lo. Virou um presentinho.
Em compensação, a redução da embalagem eliminou o CD de instalação do iTunes. Ou seja: quem ainda não tem o gerenciador de músicas no computador, terá que baixá-lo da Internet antes de poder usar o iPod em toda sua plentitude. Em tempo: tanto a carga da bateria quanto a transferência de dados se dão pelo cabo proprietário USB 2.0 para recarregar seu iPod usando uma tomada é preciso comprar um adaptador.
Outras diferenças para os iPods anteriores são os fones de ouvido, que abriram mão da espuma protetora e ganharam um contorno emborrachado para melhor encaixarem na orelha, e um ou outro detalhe no software. Agora é possível buscar músicas em sua biblioteca a partir das letras iniciais, por exemplo. De resto, a consagrada interface permanece a mesma, assim como a qualidade sonora.
Por fim, segundo a Apple, a duração da bateria aumentou de 14 para 24 horas de música ininterrupta uma bela vantagem dos tocadores baseados em memória flash. Ah, e a tela teria ficado mais brilhante e menos sujeita a arranhões a maior crítica ao Nano original, a ponto de ter rendido um processo contra a empresa. Mas isso nós não tivemos coragem de testar.