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Homenagem ao passado
Qui, 6 Dez, 17h45

Por Julio Preuss (WNews)


Já publicamos aqui uma coluna sobre a história da família Elph quando esta completou dez anos. Também já testamos pelo menos dois modelos digitais desta linha da Canon: a S500 e a SD800 IS. Pois o assunto da vez é a SD1000, um modelo que, apesar da numeração maior, é mais barato e limitado que as topo-de-linha SD870 IS (grande angular) e SD950 IS (de maior resolução). Ah, e como se os números não tornassem a nomenclatura suficientemente confusa, na Europa ela é vendida como IXUS 70.

Com resolução de 7 megapixels, zoom de 3X equivalente a 35-105mm e LCD de 2,5 polegadas, a SD1000 tem como únicas vantagens práticas sobre suas “irmãs” o preço (US$ 170, nos Estados Unidos) e dimensões (8,6 x 5,4 x 1,9 cm) menores – embora esta última vantagem acabe se adquirirmos o estojo recomendado pela Canon, exatamente o mesmo dos modelos maiores. O que mais a destaca, porém, é o visual retrô, homenagem ao estilo “caixa e círculo” das primeiras Elph, ainda nos tempos do filme.


Na versão que avaliamos, toda prateada, a referência não fica tão evidente. Já na “preta”, em que só a lente e o círculo ao seu redor têm esta cor, realmente parece que estamos olhando para uma compacta APS da década passada. A sensação é complementada pelas linhas retas da câmera, bem diferentes das arestas arredondadas dos demais modelos da atual família Elph.

Forma e função


A traseira da câmera traz um minúsculo visor ótico, o LCD de 2,5 polegadas e ótimo contraste ligeiramente rebaixado e, à sua direita, o conjunto de botões a que os donos de outras Elph digitais já estão acostumados. A única novidade é a substituição do controle giratório de modo de operação por um seletor deslizante que alterna apenas entre os modos de foto, filme e reprodução. Os limitados ajustes manuais e 10 modos de cena só são acessados pelo menu de funções.

No topo da câmera, apenas o botão liga/desliga e o disparador envolto pelo controle que aciona o zoom. Na base, o encaixe de tripé e a tampa do compartimento que guarda a bateria de íon de Lítio modelo NB-4L supostamente capaz de tirar mais de 200 fotos e o cartão de memória SD de 32 MB que a acompanha a câmera. Na lateral direita, além do orifício para prender a alça de pulso, estão os conectores de saída de áudio/vídeo e o mini-USB para transferência de dados – ambos os cabos estão incluídos no kit.

Em seu interior, a SD1000 traz o mesmo processador Digic III dos demais lançamentos recentes, o que se traduz em uma maior velocidade na transferência das fotos para o cartão de memória e recursos digitais como o foco com nove pontos de medição e reconhecimento facial, a seleção automática de modos de cena e o filtro de ruído que permite atingir sensibilidade de ISO 1600.

Apesar de o recurso estar lá, acessível quando selecionamos manualmente o modo de alto ISO, não recomendamos fotografar com esta câmera acima de ISO 400 – uma limitação presente em quase todas as compactas. Pelo menos nesta sensibilidade as fotos já estão bem melhores do que a dos modelos anteriores que testamos, mas ainda não é suficiente, ainda mais num modelo sem estabilizador, para dispensar o uso do flash – que, infelizmente, provoca muito olho-vermelho.

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