Por Julio Preuss (WNews)
Já publicamos aqui uma coluna sobre a história da família Elph quando esta completou dez anos. Também já testamos pelo menos dois modelos digitais desta linha da Canon: a S500 e a SD800 IS. Pois o assunto da vez é a SD1000, um modelo que, apesar da numeração maior, é mais barato e limitado que as topo-de-linha SD870 IS (grande angular) e SD950 IS (de maior resolução). Ah, e como se os números não tornassem a nomenclatura suficientemente confusa, na Europa ela é vendida como IXUS 70.
Com resolução de 7 megapixels, zoom de 3X equivalente a 35-105mm e LCD de 2,5 polegadas, a SD1000 tem como únicas vantagens práticas sobre suas irmãs o preço (US$ 170, nos Estados Unidos) e dimensões (8,6 x 5,4 x 1,9 cm) menores embora esta última vantagem acabe se adquirirmos o estojo recomendado pela Canon, exatamente o mesmo dos modelos maiores. O que mais a destaca, porém, é o visual retrô, homenagem ao estilo caixa e círculo das primeiras Elph, ainda nos tempos do filme.
Na versão que avaliamos, toda prateada, a referência não fica tão evidente. Já na preta, em que só a lente e o círculo ao seu redor têm esta cor, realmente parece que estamos olhando para uma compacta APS da década passada. A sensação é complementada pelas linhas retas da câmera, bem diferentes das arestas arredondadas dos demais modelos da atual família Elph.
Forma e função

A traseira da câmera traz um minúsculo visor ótico, o LCD de 2,5 polegadas e ótimo contraste ligeiramente rebaixado e, à sua direita, o conjunto de botões a que os donos de outras Elph digitais já estão acostumados. A única novidade é a substituição do controle giratório de modo de operação por um seletor deslizante que alterna apenas entre os modos de foto, filme e reprodução. Os limitados ajustes manuais e 10 modos de cena só são acessados pelo menu de funções.
No topo da câmera, apenas o botão liga/desliga e o disparador envolto pelo controle que aciona o zoom. Na base, o encaixe de tripé e a tampa do compartimento que guarda a bateria de íon de Lítio modelo NB-4L supostamente capaz de tirar mais de 200 fotos e o cartão de memória SD de 32 MB que a acompanha a câmera. Na lateral direita, além do orifício para prender a alça de pulso, estão os conectores de saída de áudio/vídeo e o mini-USB para transferência de dados ambos os cabos estão incluídos no kit.
Em seu interior, a SD1000 traz o mesmo processador Digic III dos demais lançamentos recentes, o que se traduz em uma maior velocidade na transferência das fotos para o cartão de memória e recursos digitais como o foco com nove pontos de medição e reconhecimento facial, a seleção automática de modos de cena e o filtro de ruído que permite atingir sensibilidade de ISO 1600.
Apesar de o recurso estar lá, acessível quando selecionamos manualmente o modo de alto ISO, não recomendamos fotografar com esta
câmera acima de ISO 400 uma limitação presente em quase todas as compactas. Pelo menos nesta sensibilidade as fotos já estão bem melhores do que a dos modelos anteriores que testamos, mas ainda não é suficiente, ainda mais num modelo sem estabilizador, para dispensar o uso do flash que, infelizmente, provoca muito olho-vermelho.