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Espaço ilimitado para suas fotos
Sex, 15 Fev, 00h00

Por Julio Preuss

Já publicamos algumas colunas sobre álbuns digitais – desde as opções mais antigas até o modelo projetado para exibir fotos numa TV de alta definição, passando por uma leva de aparelhos com LCD para visualização das imagens embutido. Entretanto, ainda não havia surgido oportunidade de avaliar um aqui no Ponto de Teste. Pois agora a oportunidade chegou: com vocês, o Photo Safe, da Digital Foci.

Este é um dos modelos mais simples disso que se costuma chamar de álbum ou carteira digital, pois só tem os componentes essenciais: um disco rígido para armazenar as fotos e algumas formas de transferi-las para lá. A vantagem é que custa a metade do preço dos equipamentos capazes de exibir as fotos. Se você se contentar com um de 80 GB, como o que testamos, pode pagar só US$ 120. A versão de 120 GB sai a US$ 170.

O aparelho, de plástico cinza-escuro e bordas arredondadas, mede 11,7 x 7,5 x 2,7 cm – pouco maior que uma carteira masculina. Sua frente é ocupada pelo display de LCD, o compartimento da bateria e os dois únicos botões (desnecessariamente pintados de prateado), além de dois leds para indicar atividade nos cartões ou no HD. As “costas” do gadget exibem apenas as ranhuras de ventilação.

Na lateral esquerda do Photo Safe ficam os conectores mini-USB, para transferência de dados, e de força, para um adaptador de 5V. Na lateral direita ficam as duas entradas para cartões de memória – uma do padrão CompactFlash, outra polivalente, para SD/MMC e MemoryStick. Se a sua câmera usa xD, MS Duo ou outro formato, vai precisar de um adaptador (não incluído).

Bateria pode ser problema

O PhotoSafe vem com o cabo mini USB – USB 2.0 padrão para transferir as fotos para o computador e ainda carregar sua bateria, mas tenha em mente que se você precisar recarregá-lo durante uma viagem, sem acesso a um micro, também terá que providenciar um adaptador opcional para plugá-lo numa tomada. Uma capinha de couro sintético bem simples completa o kit.

A Digital Foci anuncia como um dos atrativos do produto o fato da bateria de lítio-íon de 900 mAh ser substituível pelo próprio usuário (uma extra custa US$ 20). De fato, uma tampa na frente do aparelho dá acesso a ela, que parece uma bateria de celular de tamanho avantajado. Legal, mas melhor seria se ele usasse pilhas comuns, já disponíveis em capacidades de até 3000 mAh, ou se a bateria interna durasse mais.

Em nossos testes, a bateria agüentou copiar quase 10 GB de dados de diferentes cartões, ao longo de uma semana. O maior problema é que, como a maioria das pilhas, ela descarrega sozinha, mesmo quando o aparelho não é usado. Assim, saímos de casa com o Photo Safe totalmente carregado e, depois de um dia inteiro de conexões aéreas, já chegamos ao nosso destino com apenas duas das três barrinhas indicadoras de carga.

Por falar em indicadores, é hora de comentar o display do aparelho. Trata-se de um LCD monocromático iluminado em azul que se presta apenas a informar dados de capacidade e operação, além da carga da bateria. Quando o aparelho é ligado, o LCD só mostra o espaço disponível e uma mensagem “Insert Card” - nada de ver fotos aqui.

Funcionamento supersimples

Ao espetar um cartão de memória na lateral do Photo Safe, o LCD mostra o tipo de cartão e quanto conteúdo ele carrega – em megabytes ou gigabytes, dependendo do caso. Um conjunto de  ícone e texto indica se o aparelho está configurado para copiar ou para apagar o conteúdo do cartão – opção selecionada com o botão da esquerda, o mesmo usado para ligar e desligar – e o botão da direita inicia o processo. Para quem está curioso sobre a velocidade, a cópia de um CompactFlash de alto desempenho com seus 2GB totalmente ocupados levou pouco menos de 6 minutos.

Durante a cópia, a parte numérica do mostador vai indicando o percentual já realizado e, ao seu final, informa em qual pasta o conteúdo – tanto fotos quanto vídeos – foi  gravado. O PhotoSafe cria uma nova pasta em seu HD para cada transferência de dados, sempre com o nome começando com o tipo de cartão (CF ou SD, por exemplo) e terminando em um número seqüencial. Ao acessar os dados pelo computador, via USB, é assim que o conteúdo estará estruturado.

Nossa única decepção com o funcionamento do PhotoSafe foi o fato de ele não realizar o chamado “backup incremental”. Ou seja: se você copia 1 GB de dados de um cartão de 2 GB mas não os apaga do cartão e continua fotografando até ele ficar lotado, a próxima cópia para o álbum digital levará todos os 2 GB, ignorando o fato de que metade disso já fora copiado antes.

Sabemos que seria necessário comparar os arquivos no cartão aos do HD – o que exigiria maior poder de processamento e aumentaria o custo do aparelho – para fazer diferente, mas ele poderia, pelo menos, nos dar a opção de selecionar manualmente uma pasta a ser sobrescrita ou apagada ao fim da cópia. Do jeito que é, fazer backups regulares de cartões semi-ocupados pode provocar um belo desperdício de espaço.

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